Quando CDN’s não resolvem gargalos de performance

As redes de fornecimento de conteúdo, conhecidas pelo acrônimo inglês de CDN (content delivery networks) tornaram-se badaladas na última década devido a preocupação com performance na internet. Basicamente são servidores espalhados pelo planeta que, do ponto mais próximo, distribuem conteúdo para o usuário. Visualmente uma rede CDN pode ser assim apresentada.

Exemplo de rede CDN

Exemplo de rede CDN

Para um melhor entendimento usamos o seguinte exemplo: um usuário do Rio de Janeiro que acessa um website hospedado em São Paulo e que não usa uma CDN, receberia todos os elementos da página do servidor de São Paulo. Porém se o mesmo website utiliza uma CDN que possui um PoP (ponto de presença) Rio de Janeiro, o usuário receberia os elementos que estão na CDN diretamente do servidor carioca e de forma transparente, reduzindo assim o tempo de carga da página e melhorando a performance.

E CDN’s não servem somente para isso. Elas também reduzem a carga de servidores com a distribuição do conteúdo em diferentes máquinas, além de oferecer um degrau de proteção a mais contra ataques de DDoS que podem ser absorvidos ao longo de toda a infra-estrutura de servidores.

Se até agora todos os pontos são favoráveis a adoção de CDN, quando eles não resolvem os gargalos de performance? Quando eles não atendem geograficamente seu projeto.

Escolhendo um serviço de CDN

A vantagem lógica de uma rede CDN é geográfica e depende de servidores próximos ao usuário. No exemplo anteriormente usado, se um website utiliza uma CDN que não possui um PoP no Rio de Janeiro, seus usuários continuarão obtendo os recursos diretamente de São Paulo. Neste cenário, o uso da CDN pouco resolve do ponto de vista de performance, pois tanto o website quanto o servidor de CDN estão geograficamente na mesma localidade.

Assim, para escolher um serviço de CDN é necessário antes responder duas simples perguntas, mas cruciais: qual a utilização geográfica do website e qual a abrangência da rede de CDN do provedor de serviço.

A resposta para a primeira pergunta serve para reduzir o escopo de provedores de serviço de CDN naquilo que realmente é necessário. Se o website possui somente uso nacional, pouco resolverá ter um provedor com PoP’s espalhados pela América do Norte e Europa. Para que seus usuários sejam atendidos com maior velocidade e menor tempo de carga, os PoP’s precisam estar no Brasil e não nestas regiões.

A resposta da segunda pergunta é importante para verificar se realmente o provedor de serviços de CDN possui PoP’s onde você espera ter maior tráfego de mais usuários. Muitos provedores vendem serviços de CDN com somente um ponto de presença (normalmente em SP) no Brasil e diversos fora dele (inclusive em locais remotos como Hong-Kong e Nova Zelândia. Voltando a primeira pergunta, se seu público está no Brasil, procure um provedor que possua uma boa rede em território brasileiro e não fora dele.

De outro lado, se o website possui uma abrangência mundial (com usuários em diferentes partes do mundo), é interessante contratar um serviço que atenda as principais localidades. Uma rede com PoP nas duas costas dos Estados Unidos, um na Inglaterra e outro em Cingapura conseguem atender a demanda regionalizada a bom termo.

Converse com seu fornecedor e questione qual é a infra-estrutura oferecida. Muitas vezes poderá pagar por algo que pouco melhorará a performance de seu website, senão piorá-la (falarei sobre isso noutro post).

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